"E d u c a ç ã o  4.0"

 

Apesar da complexidade dos desafios enfrentados pelo Brasil no caminho para seu desenvolvimento, ninguém duvida o papel da educação na construção de um país mais igualitário e desenvolvido. O que se discute, e muito, são os novos papeis do professor que mudaram bastante, ao longo da última década.

 

O advento do termo "Educação 4.0" tenta ligar as metodologias educacionais à revolução tecnológica. Os imensos avanços da Inteligência Artificial (AI), a Internet das Coisas (IoT), a robótica e as linguagens computacionais, embora venham abrindo novos caminhos e perspectivas, trazem em seu bojo enormes e significativas mudanças inclusive no modelo mental e nas exigências de nossos jovens. O empirismo sempre foi um método, que a escola insistentemente sempre relevou a um segundo plano e que, nos dias atuais, se transformou em palavra de ordem: É o "learning by doing" ou, em português claro, o aprender fazendo, através da experimentação, de projetos, das vivências e do "por a mão na massa com orientação, suporte e apoio. Esse, é um modelo de Educação pautado na "cultura maker" que faz do estudante o protagonista de seu próprio aprendizado.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), deixa claro que as tecnologias são competência de ensino. Não digo isso tanto pensando nesses novos estudantes, mais sim em nossos velhos professores pois, mais que recursos e tecnologias, a Educação 4.0 tem como condição "sine qua non" a capacitação e o auto entendimento desses mesmos professores, antes visto como aquele que detinha todo o conhecimento disponível na área em que atua, como o “fio condutor”, o mediador e facilitador da aprendizagem na educação do século XXI.
Nesse sentido, o grande desafio docente para esses novos tempos é assimilar as transformações, dominar os recursos e criar métodos para atrair a atenção dos estudantes. A competição é dura. Não é fácil oferecer a eles algo além do que poderiam obter na internet.
Além de tudo isso, para lidar com as demandas das empresas e da vida moderna, algumas escolas de ensino médio e universidades começam a modificar seus programas para incluir, por exemplo, disciplinas de formação socioemocional, desenvolvimento comportamental e empreendedorismo. Mais que conteúdos, o Professor deve garantir a aprendizagem das competências essenciais para que o estudante possa seguir seu próprio caminho. Trabalha-se as características do comportamento empreendedor, gestão de conflitos, poder e governança, autoconhecimento, disciplina, foco, resiliência e motivação. O objetivo é dar aos jovens noções de comportamento empreendedor, negociação, conceito de plano de negócios e desenvolver a capacidade de gerir suas emoções, o que é determinante para o sucesso no mercado de trabalho.

 

* Acredito na Educação como uma atividade transformadora, regrada com criatividade e inventividade;

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* Acredito na utilização de variados recursos, permitindo uma gama de associações e de significações, em um ambiente baseado em experimentação, múltiplos estímulos e na interação entre escola e a comunidade do entorno;

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* Acredito na quebra de velhos paradigmas pautados na mera transmissão de conteúdos e em uma educação descontextualizada;

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* Acredito no professor, não como detentor do saber, mas como facilitador da aprendizagem discente;

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* Acredito na interação, no contato com o outro e no trabalho colaborativo como ambientes propícios para a construção, desconstrução e reconstrução da aprendizagem tanto docente quanto discente;

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* Acredito que a prática docente atual exige habilidades com ferramentas tais como computadores, projetores multimídias, quadros interativos, tablets, smartphones e outros equipamentos tecnológicos, aplicativos EAD, tanto em seu dia a dia para estudar, quanto no processo de interação dos conteúdos das aulas;

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* Acredito, por fim, na redefinição de nosso sistema de avaliação a luz de todas essas mudanças para acompanhar o desenvolvimento dessas competências e não para documentar a simples absorção de conteúdos via testes ou provas. Confio que a qualidade da prática pedagógica cria o engajamento e a participação que permitirá avaliar cada aluno através de auto avaliações, avaliações em grupo, observação do professor, feedback de colegas e responsáveis, diários de bordo, entre outros. Avaliação também voltada ao docente: Os estudantes se engajaram, participaram, gostaram? As práticas atingiram os objetivos como planejado? A metodologia precisará de ajustes?

Professor José Mário Orlandi (#josemarioorlandi)

Pós  Graduado em Gestão Estratégica de Negócios e com Graduação em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (1989), acumula experiência de 19 anos como professor atuando deste o nível médio/técnico até a graduação e pós graduação. 
Sócio proprietário e Diretor da Mercadológica Serviços de Comunicação e Marketing. Tem experiência de mercado em consultoria e treinamentos nas áreas comercial, de Comunicação e Administração de Marketing. Destaque-se também a atuação da empresa na área do
Marketing esportivo e Social.
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