MUDANÇA

Existe trinta e um milhões, quinhentos e trinta mil segundos em um ano. Mil milissegundo num segundo, um milhão de micro segundos, um bilhão de nano segundos e a única constante que liga os nano segundos aos anos, é a mudança.

 

Por José Mário Orlandi

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Publicado em 22 de março 2020 

Touch (Touch - Visões do Futuro (título no Brasil) foi uma série de televisão norte-americana criada por Tim Kring e protagonizada por Kiefer Sutherland. Originalmente a série foi transmitida pela FOX, de 25 de janeiro de 2012 até 10 de maio de 2013. No Brasil, a série estreou a 19 de março de 2013 na Fox Brasil. Na televisão aberta do Brasil, foi transmitida nas madrugadas da Rede Globo em dezembro de 2014.

Eu assisti ás duas temporadas com minha filha Sofia, então com uns 10 anos, pela netflix. O texto a seguir é a introdução do episódio 11, da primeira temporada.

 

Em 1992 um cargueiro virou indo da China aos Estados Unidos, liberando 29.000 patinhos de borracha no oceano Pacífico. Dez meses depois, o primeiro desses patinhos foi aparecer no litoral do Alaska. Desde então foram encontrados patinhos no Havaí, na América do Sul, Austrália, viajando devagar dentro de gelo ártico. Mas dois mil patinhos foram pegos num redemoinho no Pacífico Norte, um vórtice de correntes entre o Japão, o Alaska, o noroeste do Pacífico e as Ilhas Aleutas. Objetos pegos no redemoinho geralmente ficam no redemoinho, condenados a repetir o mesmo caminho, circulando nas mesmas águas. Mas nem sempre. Esses caminhos podem ser alterados por uma mudança no clima, uma tempestade no mar, um encontro fortuito com um cardume de baleias.

 

Vinte anos depois desses patinhos serem perdidos no mar, eles ainda chegam nas praias ao redor do mundo. E o número de patinhos no redemoinho diminuiu, ou seja: É possível se libertar. Mesmo depois de anos circulando nas mesmas águas, é possível achar um caminho para o litoral.

 

Existe trinta e um milhões, quinhentos e trinta mil segundos em um ano. Mil milissegundo num segundo, um milhão de micro segundos, um bilhão de nano segundos e a única constante que liga os nano segundos aos anos, é a mudança.

 

O universo, do átomo à galáxia, está em um estado do fluxo perpétuo, mas, nós humanos, não gostamos de mudança, lutamos com ela, ela nos assusta. Então, criamos a ilusão de permanência. Queremos acreditar num mundo em repouso, um mundo do agora. Porém, nosso grande paradoxo permanece o mesmo. Assim que agarramos o agora, esse agora se vai.

 

Nos agarramos a fotografias, mas a vida são figuras em movimento. Cada nano segundo é diferente do anterior. O tempo nos obriga a crescer, a nos adaptarmos, porque toda vez que piscamos os olhos, o mundo muda aos nossos pés.