TUDO VOLTARÁ A UMA NOVA NORMALIDADE!

 

A era do Corona vírus será marcada pela anormalidade e pela drástica "Escolha de Sofia necessária para o enfrentamento dessa pandemia global.

 

 

Por José Mário Orlandi

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Publicado em 11 de abril 2020 

Normalidade é um estado padrão. Uma situação considerada correta e recorrente por conta de uma maioria em comum que considera anormal tudo aquilo que contraria esta rotina. Visto dessa forma a pandemia em curso de COVID-19 escancarou a vulnerabilidade socioeconômica mundial subordinando os interesses econômicos às medidas de isolamento social apontadas por especialistas sanitários, médicos, cientistas e uma equipe infindável de profissionais especializados. A era do Corona vírus será marcada pela anormalidade e pela drástica "Escolha de Sofia necessária para o enfrentamento dessa pandemia global.
Como se o mundo apertasse o botão de pausa em um controle remoto, tudo se estagnou. A partir da identificação do primeiro caso em Wuhan, na província de Hubei, República Popular da China, em 31 de dezembro de 2019, as engrenagens do mundo foram parando. Primeiro porque a maior economia produtiva do mundo não comprava nem vendia, depois porque a globalização, rapidamente, contaminou continente por continente, país por país, cidade por cidade. 
De lá para cá uma frase de alento e esperança ressoa pelo mundo em “stand by”: Quando tudo passar, as coisas voltarão ao normal. Não voltarão!
Na verdade, o mundo não parou tanto quanto se considera que tenha parado. O “delivery” teve um incremento de trinta a cinquenta por cento em pouco mais de um mês. Restaurantes, antes presenciais, dispensaram seus garçons, mas mantiveram seus cozinheiros trabalhando, e fecharam parcerias com aplicativos de entrega. Empresas das mais variadas áreas se adaptaram ao tele trabalho e seus profissionais ao “home office”. Escolas tiveram que, a toque de mágica, substituírem as aulas presenciais por atividades a distância, respaldadas por uma portaria publicada pelo Ministério da Educação. Outra portaria, publicada pelo Ministério da Saúde, autorizou que médicos exerçam diversas ações à distância numa tentativa de diminuir a criticidade da situação.
A manifestação do Conselho Federal de Medicina dizia: “A restrição do uso da telemedicina ao período do combate ao Corona Vírus garante os benefícios da aplicação da tecnologia ao enfrentamento da crise ao mesmo tempo em que preserva e respeita o trabalho que vinha sendo feito de debater, de forma responsável e segura, a utilização da ferramenta de uma forma mais ampla”. Em outras palavras, a crise fez com que todo debate fosse substituído pela aplicação ligeira e abrangente, assim como toda legislação trabalhista teve de se subordinar às necessidades econômicas do momento.
Agora, vamos considerar como provável o seguinte cenário: Um empresário da área de publicidade que tinha custos elevados para operar seus recursos humanos de forma presencial, tais como água, luz, cafezinho, papel higiênico, alugueis e limpeza, reduz drasticamente seus custos operacionais nesse período, descobrindo novas ferramentas digitais e aferindo, até, um incremento da produtividade. Considere que, ao mesmo tempo, o colaborador desta empresa perceba que gastava 2 horas de seu tempo e uma quantidade absurda de combustível no trânsito entre sua casa e o trabalho, que agora tem mais tempo com a família e que, com tudo isso, se alimenta melhor, produzindo o mesmo que produzia anteriormente.
Assim como o exemplo acima, restaurantes, empresas de varejo, além de uma infinidade de empreendimentos, tiveram que se digitalizar e desenvolver operações online “a fórceps” para não perecer. Apesar da frase "Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças" nunca ter sido dita por Charles Darwin, no contexto empresarial esta é uma verdade incontestável: Adaptar-se significa investir com assertividade seus recursos de forma a manter-se produtivo e competitivo.
A face cruel desse processo, sem dúvida será o desemprego. Nos Estados Unidos, em 3 semanas, 16,8 milhões de americanos pediram seguro-desemprego. Imaginar que, quando tudo passar, esse contingente todo voltará ao “pleno emprego” é uma falácia, muitos conseguirão se reinventar, outros não serão mais empregáveis.
Vai passar. O vírus condenará muitas pessoas, e a recessão econômica se apresentará como a segunda etapa desta guerra, mas até ela passará. 
Pode demorar. Uma vacina será descoberta, a economia se recuperara e tudo passará. Mas nada voltará ao normal. Haverá sim uma nova normalidade a qual nos adaptaremos ou pereceremos.